terça-feira, 25 de janeiro de 2011

I Encontro Estadual de Mulheres de Axé no RJ!



I ENCONTRO ESTADUAL DE MULHERES DE AXÉ!
Rio de Janeiro
21 e 22 de Fevereiro
Programação em breve
Realização: Rede Nacional de religiões Afro-Brasileiras e Saúde

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011



Mãe Beata de Iyemonjá BEATRIZ MOREIRA COSTA, nascida em 20 de janeiro de 1931, em Cachoeira do Paraguaçu, Recôncavo Baiano, filha de Maria do Carmo e Oscar Moreira.
Utiliza-se da mãe e do pai como exemplos de vida.

Acesse o texto completo no site www.criola.org.br

PONTO DE CULTURA ACAI

Homenagem...

Parabéns Mãe Beata e muito obrigado por sua luta em prol da cultura e da religiosidade negra.
A Mãe cujos filhos são peixes te dê anos de vida com saúde, vida com alegria e vida com prosperidade!ODÒ IYÁ!
Há Braços Nordestinos
Lula Dantas -Coordenador Ponto de CulturaAssociação do Culto Afro Itabunense G 08 Rep. Litoral Sul/Comissão de Comunicação/BACNPdC/Colegiado Matriz Africana/Colegiado da Bahia/Sub Comissão de ComunicaçãoAssociação Grapiúna de Entidades de Matriz Africana/Comissão de ComunicaçãoItabuna/BA
acaipontodecultura@gmail.com
http://acaiba.blogspot.com




OBS: Homenagem feita e introduzida no site http://www.mulher500.org.br/ no dia 17 de janeiro de 2011. mulher500anos.org.br



Foto: Adriana Medeiros

domingo, 16 de janeiro de 2011

CAROÇO DE DENDÊ...Sabedoria....



CAROÇO DE DENDÊ...fragmentos



Quando o mundo foi criado, o caroço de dendezeiro teve uma grande responsabilidade dada
por Olorum, a de guardar dentro dele todos os segredos do mundo.

No mundo do Iorubá, guardar segredos é o maior dom que Olorum pode dar a um ser humano. É por isso que todo caroço de dendê que tem quatro furinhos é o que tem todo o poder.

Através de cada furo, ele vê os quatro cantos do mundo para ver como vão as coisas e comunicar a Olorum. E mais ninguém pode saber desses segredos, para não haver discórdia e desarmonia. É por meio dessa fórmula que o mundo tem seus momentos de paz.

Existe também o caroço de dendê que tem três furos, mas a esse não foi dada a ponsabilidade de guardar os segredos.

(YEMONJÁ,
2002:97)

Os 43 contos são ilustrados pelos desenhos de Raul Lody, antropólogo e pesquisador do Museu Folclórico do Rio de Janeiro.
FICHA TÉCNICA NÚMERO DE PÁGINAS: 128 VERSÃO: ImpressaFORMATO: 140 x 210ISBN: 8534703027DIREITO AUTORAL: CopyrightCÓDIGO DE BARRAS: 9788534703024

Breve Histórico da Trajetória Política, Religiosa, Social e Intelectual de Mãe Beata

Em 20 de abril de 1985 Mãe Olga do Alaketu vem ao Rio de Janeiro outorgar a sua filha o direito de ser chamada de “Mãe”, mais uma vez o ciclo se repete, o Ilê Omi Oju Arô (Casa das Águas dos Olhos de Oxóssi) casa em que Mãe Biata passa a ter o cargo de yalorixá. Transmite à comunidade de forma natural toda essa experiência de luta, absorvida facilmente por todos, dando início à participação ativa em discussões sobre questões raciais, sociais e políticas, tendo maior atuação nas questões de gênero, com enfoque principalmente sobre as mulheres negras.
Assim como Biata recebe de seu pai e de sua mãe ensinamentos de vida, ela consegue propagar á sua comunidade religiosa os mesmos princípios.



O Ilê Omi Oju Arô, comunidade na qual Biata é sacerdotisa suprema, atua em diversas frentes sociais: religião e saúde, luta contra qualquer forma de discriminação e contra a intolerância religiosa, cultura da paz, acesso à educação, ações afirmativas, saúde da população negra, movimento de diálogo inter-religioso, direitos humanos, movimento de mulheres negras e movimento negro.


ATIVIDADES RELIGIOSAS E SOCIAIS


1985 – Fundação da Comunidade de Terreiro Ilê Omi Ojú Arô (Casa das Águas dos Olhos de Oxóssi) de Beata de Iemanjá, pela sua Yalorixá Mãe Olga do Alaketu, em 20 de abril, no bairro de Miguel Couto, Nova Iguaçu;
1987 – Sedia em sua Comunidade de Terreiro o Terceiro Encontro Regional da Tradição dos Orixás, em 15 de novembro.
1989 – Sedia em sua Comunidade de Terreiro o Décimo Encontro Regional das Religiões Afro-brasileiras em 28 de novembro.
1991 – Recebe da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro moção honrosa e congratulação pela militância e resistência da Cultura, Religião, Cidadania e Dignidade da população Afro-brasileira. Recebe em 20 de novembro Diploma de Personalidade de Destaque da Comunidade Negra no mandado do Deputado Estadual Marcelo Dias no Rio de Janeiro.
1992 – Fórum Global – 92 - participa como cicerone e mentora religiosa no Encontro Mundial pela Paz – RJ. Inicia o Projeto Social Ação e Viver em 18 de maio – viabilizando a participação de jovens carentes da região e integrando-os á Comunidade de Terreiro. Miguel Couto, Nova Iguaçu. Recebe em 13 de maio Diploma de Honra ao Mérito da Prefeitura do Município de Belford Roxo – RJ.
1994 – Realiza no Ilê Omi Oju Arô dentro do Projeto Ação e Viver o Fórum de Debates “Cidadania x Violência”. Miguel Couto, Nova Iguaçu.
1998 – Inicia em julho no Ilê Omi Oju Arô o Projeto Comunidade Solidária do Governo Federal, capacitando profissionalmente na área de informática vinte e cinco jovens carentes da região e integrando-os à Comunidade de Terreiro. Promove em dezembro na sua Comunidade de Terreiro a campanha “Natal sem fome” com distribuição de roupas, brinquedos e cestas básicas à população carente da região.
1999 – Inicia em março a segunda turma do Projeto Comunidade Solidária capacitando profissionalmente jovens carentes da Baixada Fluminense. Miguel Couto, Nova Iguaçu. Realiza oficinas de percussão para jovens de Comunidade de Terreiro da Baixada Fluminense. Miguel Couto, Nova Iguaçu.
2000 – Comemora quinze anos da fundação de seu Terreiro intensificando as atividades sócio-culturais. Abril, Miguel Couto – Nova Iguaçu. Lançamento do Cd “Cantigas de Orixás”. Abril, Miguel Couto – Nova Iguaçu. Realização de oficinas de candomblé para não iniciados, universidades, escolas públicas, eventos culturais e turísticos. Abril, Miguel Couto – Nova Iguaçu.
2001 – Abertura do Rock in Rio, tenda por um mundo melhor.
2002 – Parceria com o Projeto Ató Ire – Saúde dos Terreiros. Parceria com a Ong Criola, que desenvolve projetos para mulheres negras. Lançamento do Projeto Oku Abo. Parceria com a Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu. Recebe o Prêmio Orilaxé, do Afro Reggae. Rio de Janeiro.
2004 – Implanta em sua Comunidade de Terreiro o “Projeto Acelera Jovem” em parceria com o Viva-Rio, voltado para jovens entre 15 e 25 anos que ainda não completaram o ensino fundamental. Outubro, Miguel Couto – Nova Iguaçu. 2004 – Recebe o Prêmio Ossain. Novembro, Rio de Janeiro. 2004 – Participa da peça “Olhos D'água”, de autoria de Ismael Ivo que retratava a discriminação racial através das vivencias de três atrizes negras, uma delas Mãe Biata. Casa da Cultura de Berlim, Alemanha.
2005 – Recebe a Medalha de Mérito Cívico Afro-brasileiro, homenagem conferida pela Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares. Maio, São Paulo.
2007 - Mãe Biata de Iyemonjá recebe o prêmio Bertha Lutz no Senado Federal.



OBRAS PUBLICADAS


1997 – Lança em 30 de abril o seu livro de contos “Caroço de Dendê, Sabedoria dos Terreiros” - RJ.
2000 – Lança “Tradição e Religiosidade”, in O livro da saúde das mulheres negras.Org. Jurema Werneck. Rio de Janeiro.
2005 – Publica em o livro “As histórias que minha avó contava” – RJ



ENCONTROS, SEMINÁRIOS E CONGRESSOS


1988 – Conferência Estadual da Tradição dos Orixás – Debates Ecumenismo e Cultos Afros. Maio, Rio de Janeiro.
Encontro da tradição dos Orixás, Religiões Afro-Brasileiras e seus Adeptos. Setembro, Rio de Janeiro.
1991 – Feira do Livro Afro-brasileiro – Seminário Xangô, o mito herói africano no Brasil. Outubro, Rio de janeiro.
1992 – Seminário “Planeta Fêmea Ética e Espiritualidade: Mulher e sagrado no século XXI”. Junho, Rio de Janeiro.
Encontro “Médicas, bruxas e curandeiras ”. Outubro, Tibá Bom Jardim – Rio de Janeiro.
1994 – Simpósio sobre Cultura e Religiosidade. Setembro, Berlim – Alemanha.
Semana da Cultura Brasileira – Outubro, Berlim – Alemanha.
Religião e Resistência Cultural – Outubro, Berlim – Alemanha.
1995 – Seminário Ervas Medicinas como Terapia. Novembro – Rio de Janeiro.
Pot-pourrit de Saúde – Folhas, Fé e Cura. Novembro - Rio de Janeiro.
300 Anos de Zumbi – Memórias de Resistência. Novembro – Rio de Janeiro.
1996 – Vigília Inter-religiosa de Oração pela Paz e pela Vida. Outubro – Minas Gerais.
1997 - Seminário A Comunidade Afro-brasileira e a Epidemia do HIV (AIDS). Julho, Rio de Janeiro.
Seminário em homenagem a Paulo Freire. Julho, Rio de Janeiro.
Feira de Exposição Afro-esotérica do Rio de Janeiro. Setembro.
Seminário Superando o Racismo. Outubro, São Paulo.
Seminário Candomblés Ontem e Hoje. Outubro, São Paulo.
Jornada Lélia Gonzalez. Dezembro, São Luiz – Maranhão.
1998 – Fórum Espiritual das Religiões Mundial. Julho, São Francisco – Califórnia/EUA.
Seminário Internacional: Rota dos Escravos. Agosto, Brasília / DF.
Seminário African Amerindian Performances From Brazil . Novembro, Nova Iorque/EUA.
2002 – 1º Simpósio Internacional de Contadores de História. Maio, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ.
2004 – Fórum Cultural Mundial – Seminário A Casa Brasil África. Agosto, São Paulo.
2005 – IV Seminário Nacional Religiões Afro-Brasileiras e Saúde. Abril, Belém do Pará.
Encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Nelson Jobim, em conjunto com mais quatro yalorixás para defender a constitucionalidade das cotas para a população negra na UERJ. Abril, Brasília/DF.
Encontro com o Procurador Geral da República, com o objetivo de reivindicar a implementação da Lei 10.639-03, que determina o ensino da História e Cultura Afro-brasileira nas escolas nacionais. Abril, Brasília/DF.



Encontro com a ministra Nilcéia Freire para a exposição das necessidades das mulheres integrantes das Comunidades de Terreiro. Abril, Brasília/DF.
Seminário Promoção da Igualdade Racial no Mercado de Trabalho. Abril, Brasília/DF.
2005 – Primeira Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Julho/agosto, Brasília/DF.
2005 – Congresso Internacional de Tradição e Cultura Iorubá. Agosto, Uerj.




Fonte: Jornal IROHIN online

I Encontro de MULHERES DE AXÉ/MARANHÃO


Mãe Beata de Iemanjá /RJ discute o enfrentamento à Violência contra a mulher realizado pelas Yalorixás integrantes da Rede Nacional e da Rede Yagbá - Projeto de CRIOLA no I Encontro de Mulheres de Axé, realizado pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde com a coordenação geral de José Marmo da Siva.


Sua fala é ouvida atentamente pelo público presente e por Ekédi Sinha e Makota Valdina( dir. p/ esq ).


ODOYÁ!


Foto: Vilma Piedade/Arquivo Rede

O PESCADOR TEIMOSO- Conto da Escritora Beatriz Moreira Costa - nossa Mãe Beata de Iemanjá..

O PESCADOR TEIMOSO


Existia numa aldeia um pescador muito avarento.Quando ele lançava a rede no mar, pegava até peixinhos por menores que fossem. Mas a Deusa do mar não estava gostando.

Um dia, ele sonhou com uma mulher dizendo..

- Olha, você não faz mais isto, pois isto é devastação da natureza, que ele deixasse de ser avarento e carregasse só o peixe já grande. Ele acordou e contou para sua mulher.

-Sabe o que aconteceu? Eu sonhei que vinha uma mulher e me dizia que eu deixasse de pegar peixe miúdo.Ah, isto tudo é ilusão! Eu não acredito nestas bobagens.

-Aí a mulher lhe disse: Tome cuidado. Eu acho que você deve consultar um olhador. Mulher, mulher, deixe de invenção respondeu o pescador.

Mas acontece que, a partir daquele dia, toda vez que ele ia pescar, não vinha nada na rede.

Então ele disse: Eu acho que eu vou consultar esse olhador. E lá se foi ele. Chegando à casa do olhador, o homem foi logo lhe dizendo

- Entre, homem, se aproxime e sente. Estou aqui para lhe fazer uma pergunta..que de uns dias para cá eu lanço a rede no mar e não pego peixe, disse ele ao olhador

-Olha , Yemanjá está muito aborrecida com você, e ela quer uma oferenda respondeu o olhador. -Seu olhador, eu não sou muito de acreditar nestas coisas, mas o que ela pede?

-Simplesmente o olhador respondeu você oferece flores para ela, frutas, e enfeites para mulher. E ponha a mão na água três vezes pedindo perdão a ela do que você fez e das suas palavras.

Isto o pescador fez, e a partir daí, toda vez que ele ia pescar, que lançava a rede, a mesma vinha cheia de peixes graúdos, e a vida dele começou a prosperar.


BEATA DE YIEMOJÁ. MÃE BEATA DE IEMANJÁ. BEATRIZ MOREIRA COSTA. PRÊMIO DIREITOS HUMANOS 2010!



MÃE BEATA RECEBE O PRÊMIO DIREITOS HUMANOS 2010!


Mãe Beata foi escolhida para receber o Prêmio de Direitos Humanos 2010 do Programa Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República na Categoria Igualdade Racial..A cerimônia de entrega do Prêmio aconteceu no dia 13 de Dezembro de 2010 em Brasília e contou com a presença do então presidente Lula.

Na foto, Mãe Beata discursa contra a Intolerância Religiosa na Caminhada em Salvador.


Foto: Rejane Carneiro Ag. A TARDE 25.11. 2007Fonte. HTTP://mundoafro.atarde.com. BR
Postado por PROMOÇÃO DA IGUALDADE

PRÊMIO DIPLOMA MULHER-CIDADÃ BERTHA LUTZ /2007

Beatriz Moreira Costa: moradora do Rio de Janeiro, é conhecida como Mãe Beata de Iemanjá. É sacerdotisa suprema dos candomblés de origem Ketu-iorubá, escritora, atriz, artesã e desenvolve trabalhos relacionados à educação, saúde, ao combate ao sexismo e ao racismo e luta pela preservação do meio ambiente. É fundadora da Casa das Águas dos Olhos de Oxossi e utiliza o espaço da casa de Candomblé como referência da resistência da cultura, da religião, da cidadania e da dignidade da população afro-brasileira.
Já recebeu várias condecorações, medalhas e diplomas na luta pela causa. Iniciou o projeto social Ação e Viver, com a participação de jovens carentes da região. Mãe Beata de Iemanjá foi indicada por Lúcia Xavier Castro, coordenadora Geral da Organização de Mulheres Negras (Criola); e por Nicéia Freira, ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.


Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Mãe Beata no Lançamento da Campanha " QUEM É DE AXÉ, DIZ QUE É"



Quem é de Axé diz que é!


No Lançamento da Campanha Quem é de axé diz que é! criada pelo CEN- Coletivo de Entidades Negras, Mãe Beata de Iyemojá foi a imagem símbolo da campanha, emprestando a mesma mais Tradição e Axé. O último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), informa que apenas 0,3% da população geral do país se declaram praticantes de religiões de matrizes africanas, sejam elas o candomblé, a umbanda, o omolocô, o tambor de mina, o batuque entre outros que formam o mosaico da religiosidade brasileira. “Se nos declararmos como devemos ao censo, será possível obtermos números; dados; e assim marcarmos nossa existência para assumir sem culpa a nossa religiosidade”, estimula o Superintendente Cláudio Nascimento.

Aniversário de Mãe Beata de Iemanjá-80 Anos! 20 de Janeiro de 2011! Parabéns!

Aniversário de 80 anos de Mãe Beata de Iemanjá

Com imenso prazer, o Ile Omiojuaro, o INDEC e Criola convidam para o Seminário Mãe Beata de Iyemoja – Uma Trajetória de Luta e a comemoração dos 80 anos da iyalorixá Beatriz Moreira Costa, que será realizado no dia 20 de janeiro de 2011.

Iyalode de nossos tempos, a mulher negra, atriz, escritora, iyalorixá, ativista, fundadora do Terreiro de Candomblé ILE OMIOJUARO, do Instituto de Desenvolvimento Cultural (INDEC) e presidente da Organização de Mulheres Negras (CRIOLA) é reconhecida e admirada no Brasil e no exterior por sua luta intransigente em defesa da liberdade de mulheres e homens do julgo do racismo, do sexismo, da homofobia e por uma sociedade mais justa, sem explorados e exploradores.

Aguardamos sua presença nesta homenagem a essa grande articuladora, mãe e mulher.


Fabiane Vieira

Ile omiojuaro / INDEC

IN MEMORIAN




Olga Francisca Régis ou Olga do Alaketu (Salvador, 192529 de setembro de 2005) foi uma iyalorixá de Candomblé do Terreiro Ile Mariolaje em Matatu de Brotas, Salvador, Bahia.No final do século XVIII, durante a expansão do Daomé sobre o reino de Ketu, no reinado de Akibiohu, duas netas do rei foram seqüestradas e vendidas como escravas na Bahia. Uma delas era Otampê Ojarô que, após nove anos trabalhando como empregada doméstica teria fundado, já livre, o Terreiro do Alaketu.Mãe Olga era filha de Dionísia Francisca Régis, descendente de Otampê Ojarô, herdeira da linhagem real africana Arô, do antigo reino de Ketu, ex-Daomé, hoje área do Benin, na África Ocidental. Também foi batizada e crismada pela Igreja Católica.


Fonte:http://pt.wikipedia.org

ODOYÁ!


ODOYÁ!

"... Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar...,
vou levar as minhas flores,...
vou saudar Iemanjá..."
ODOYÁ!
ODOYÁ!
A Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde pede a benção à Mãe Beata de Iemanjá!

Foto: Vilma Piedade/Arquivo Rede.
Vivência na Praia/MA. Encontro Nacional Mulheres de Axé!

"Minha mãe chamava-se do Carmo, Maria do Carmo. Ela tinha muita vontade de ter uma filha. Um dia, ela engravidou. Acontece que, num desses dias, deu vontade nela de comer peixe de água doce. Minha mãe estava com fome e disse: 'Já que não tem nada aqui, vou para o rio pescar.' Ela foi para o rio e, quando estava dentro d'água pescando, a bolsa estourou. Ela saiu correndo, me segurando, que eu já estava nascendo. E eu nasci numa encruzilhada.
Tia Afalá, uma velha africana que era parteira do engenho, nos levou, minha mãe e eu, para casa e disse que ela tinha visto que eu era filha de Exu e Yemanjá.

Isso foi no dia 20 de Janeiro de 1931.

Assim foi o meu nascimento."

Mãe Beata de Iyemoja

80 Anos de Luta pelos Direitos....

Em 20 de Janeiro de 1931 numa encruzilhada em Cachoeira de Paraguaçu-Bahia, na Terra do Caroço de Dênde, nascia Beatriz Moreira Costa. Beata. Mãe Beata de Iyemoja. Yalodê dos nossos tempos. Mulher Negra. Atriz. Escritora . Iyalorixá. Ativista. Feminista. Mas é no Rio de Janeiro, estado que escolheu para viver e criar seus quatro filhos que desenvolve seu trabalho político, social, cultural, religioso.
O Terreiro Ilê Omi Ojú Arô (Casa das Águas dos Olhos de Oxóssi), foi fundado em 20 de abril de 1985, no bairro de Miguel Couto, Nova Iguaçu.
Fundadora do ILÊ OMI OJÚ ARÔ, do INDEC- Instituto de Desenvolvimento Cultural e Presidente da Organização de Mulheres Negras – CRIOLA, Mãe Beata. Beatriz Moreira Costa, Beata, Mãe Beata de Iyemoja, é reconhecida no Brasil e no exterior por sua trajetória de luta em defesa da liberdade das Mulheres e Homens do julgo do racismo, sexismo, homofobia e por uma sociedade mais justa, sem opressão, sem exploradores/as e explorados /as.


Mãe Beata 80 anos . Yalodê dos nossos tempos, trabalha , resgata e preserva a Memória da Tradição através da sua produção literária, política e intelectual. Memória, Saber e Tradição - uma trilogia que perpassa a Luta e o Pensamento de Mãe Beata...


“... Sou de uma religião em que o Tempo é ancestralidade...”

Parabéns Mãe Beata.

80 anos de luta pelos Direitos.

Beatriz Moreira Costa. Beata. Mãe Beata de Iyemoja.
Fonte: INDEC/OMIOJUARÔ/CRIOLA

Mãe Beata 80 Anos- Trajetória de Luta Política e Axé.